sábado, 29 de dezembro de 2012

Filtro solar capilar é primeiro passo para proteger os cabelos no verão.


Isabela Leal
Do UOL, em São Paulo


Cuidados com os cabelos no verão evitam que a cor desbote e que os fios loiros ganhem tom esverdeado.

Está decretada a temporada de sol, mar, praia e piscina. E junto com essas tentações, vem a necessidade de proteger os cabelos dos raios solares, cloro e sal – fatores que levam embora o brilho e a vitalidade dos fios. Para amenizar esses efeitos, UOL Beleza ouviu três especialistas – a médica dermatologista e tricologista Cristiane Braga, de São Paulo, o cabeleireiro Bruno di Maglio, do Loft Hair Boutique Cidade Jardim, também de São Paulo, e o cabeleireiro Célio Faria, do Instituto de Beleza que leva seu nome, em Belo Horizonte. A seguir, os três profissionais esclarecem as principais dúvidas sobre manutenção da cor, como proteger os fios e manter as pontas saudáveis e, claro, entregam dicas preciosas sobre hidratação.

Como preservar a cor
A exposição ao sol por muitas horas já é um fator que compromete os fios tingidos. Soma-se a isso, as lavagens regulares, nem sempre com produtos específicos para manutenção da cor e ainda a oxidação dos fios por conta do contato constante com cloro ou sal. Para o cabeleireiro Bruno di Maglio, a melhor prevenção é aplicar um leave-in protetor após lavar os cabelos. "Na praia ou na piscina, após o mergulho, indico a reaplicação do produto, mas antes é bom enxaguar com água pura, sem cloro. No dia a dia o ideal é conciliar produtos com alto poder de emoliência e uma vez por semana fazer uma reposição de queratina, com produtos à base desse ativo. E sempre que possível fazer a reposição de queratina, em nanomolécula, no salão", sugere. "Para manter a cor não tem outro caminho, é preciso usar regularmente produtos específicos para reter os pigmentos da cor no fio. O mercado dispõe de excelentes opções nesse sentido", resume Célio Faria.



Nada de fios embaraçados
Cabelos ressecados e pouco condicionados tendem a embaraçar mesmo, não tem jeito. E a luta com o pente e a escova só piora o problema, deixando os fios fragilizados, por isso é importante evitar que o "ninho" se forme, mantendo a emoliência dos fios. "Cabelos embaraçados correm mais risco de serem quebrados e sofrem mais com o efeito frizz", resume a tricologista Cristiane Braga, que recomenda leave-in para condicionar e hidratar o fio, evitando tamanho desgaste.

Proteção contra o sol e outros agressores do verão

Algumas marcas já têm protetor solar capilar, mas o leave-in com filtro ainda é o campeão na missão de proteger os fios do sol. O segredo é utilizar produtos finalizadores com proteção ultravioleta, já que eles não são enxaguados e garantem mais eficácia. Xampu e condicionadores com filtro não têm a mesma eficácia, já que parte dos ativos vão embora na hora do enxágue. "O leave-in é muito importante, principalmente os que possuem proteção solar, pois eles criam uma película protetora também contra outros efeitos agressivos do verão. Os que protegem do calor do secador e da chapinha também são eficientes e essencial para quem usa esses aparelhos", lembra Célio Faria, de Belo Horizonte. "Nessa época que antecede o alto verão é bom conversar com um profissional de confiança para poder preparar e fortalecer os cabelos contra os danos clássicos – sol, vento, cloro e sal – e hidratar profundamente", ressalta Bruno di Maglio.

Atenção, loiras!
Todo cabelo tingido sofre com o desbotamento no verão, mas nos fios mais claros os danos vão além e podem deixar os cabelos esverdeados. "Um dos motivos é o sulfato de cobre, usado para tratar a água das piscinas, que é depositado na queratina dos fios, camada superficial, dando aquele tom esverdeado. O leave-in com protetor solar previne esse efeito", explica Cristiane Braga. "Tratar para reduzir a porosidade e equilibrar o pH também pode amenizar esse problema. Uma dica caseira que funciona também é aplicar vinagre vermelho nos fios e deixar agir até tirar o esverdeado, mas esse truque só deve ser feito em cabelos saudáveis", alerta Di Maglio.

Xampu anti-resíduos Apesar de ser uma época em que se aplica muito produto nos fios – protetores, leave-in, máscaras, seruns etc – os xampus de limpeza profunda devem ser evitados no verão. O cabeleireiro Bruno di Maglio explica por quê: "São extremamente alcalinos. O uso frequente pode deixar as cutículas elevadas e também levar embora os nutrientes. Com isso surge o aspecto ressecado e poroso", diz. "No verão, basta usar xampu e condicionador com alto poder de hidratação", completa Célio Faria.

Pontas saudáveis Por serem a parte mais envelhecida dos cabelos, as pontas tender a ser mais ressecadas e fragilizadas. O segredo é manter a hidratação com condicionadores, leave-in e reparador de pontas. "Cortar com frequência também ajuda, a cada dois ou três meses é o ideal", sugere Di Maglio.

Hidratação "power" Como já foi dito, diversos fatores levam ao ressecamento dos fios, mas algumas dicas podem controlar esse risco, como evitar o uso de chapinhas e secador, não deixar de aplicar um finalizador adequado ao tipo de fio, evitar o uso de xampu anti-resíduos. Portanto, hidratar é preciso. Um meio eficaz é a utilização de produtos hidratantes, cremosos (evite os transparentes), máscaras de hidratação intensa (no banho) e nos casos mais críticos, tratamentos em salão. "As máscaras com óleos vegetais, como argan, macadâmia e abacate, por exemplo, trazem excelentes resultados para uma melhora imediata, além das cauterizações de queratina, feitas em salão, que formam uma película protetora, mantendo a hidratação por mais tempo", esclarece a médica Cristiane Braga. "Tratamentos de nutrição e hidratação profunda dão um up nos cabelos e trazem de volta a luminosidade, melhora da densidade do fio e emoliência, deixando os cabelos mais protegidos", conclui Célio Faria.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Como escolher o seu protetor solar


Escolher o protetor solar requer alguns cuidados. Veja o que você precisa levar em conta na hora de decidir o fator de proteção solar para o seu tipo de pele



"Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada uma hora", ensina a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. Na meninada a atenção deve ser redobrada e, se o bebê for menor de 6 meses, é melhor nem pôr a carinha para fora nos horários mais quentes. Aliás, muitos especialistas desaconselham a ida à praia no primeiro semestre de vida. "Os efeitos do sol são cumulativos", alerta o dermatologista Victor Reis, do Hospital das Clínicas da capital paulista. Estragos invisíveis — no núcleo das células — ocorridos na mais tenra idade podem virar o câncer da maturidade.



A radiação solar se divide em quatro tipos:

1. Ultravioleta A (UVA)  Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado.

2. Ultravioleta B (UVB)  Pára na superfície da pele e a deixa ressecada.

3. Ultravioleta C (UVC) 
É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio.

4. Infravermelhos 
Aquecem o corpo e dilatam os vasos.

A proteção contra os raios solares é essencial .
Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. "A camada deve ser espessa", diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. "São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada", explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.

Existem duas formas de filtrar a radiação
1. Barreira física
Esse tipo de filtro forma uma película que reflete o raio solar. Ele bate nela e se dissipa.

2. Barreira química
As moléculas desse filtro absorvem os raios, transformando-os em outro tipo de energia, inócua para a pele.

(site: saúde.abril.com.br)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Animais de estimação sofrem com o barulho dos fogos de artifício e cornetas


Eles têm a audição bem mais sensível do que a humana e ficam mais agitados em dia de jogos de futebol ou comemorações.


Animais de estimação costumam ser tranquilos no ambiente em que vivem, com seus donos, no lar da família que o adotou. Contudo, eles podem apresentar uma mudança de comportamento, principalmente em dias festivos, pois eles têm uma sensibilidade maior do que a nossa para os sons e ruídos.
Segundo Karime Cury Scarpelli, médica veterinária e diretoria do Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (Itec), alguns sons podem ocasionar dor de ouvido além de fatores emocionais, como traumas que podem levar o animal ao estado de pânico. “Os cães, por exemplo, têm a capacidade de ouvir em frequências que o ser humano não é capaz. O animal pode ouvir sons de até 60khz, enquanto nós escutamos até 20hz, ou seja, eles têm uma capacidade de ouvir há uma distância três vezes maior que o homem”, afirma.

Por isso, o barulho causado pelos fogos de artifício, assopros de cornetas e outras manifestações com aparelhos sonoros, comuns em dia de jogos, em festas e comemorações, causam danos ao aparelho auditivo do animal, ocasionando descontrole e atordoamento.
“Quando os fogos começam a estourar e as cornetas a buzinar, a Suzy já começa a tremer. Ela corre para o colo de quem estiver mais perto para se proteger, e se estamos na cama, ela quer subir na nossa cabeça”, conta a fisioterapeuta Juliana Frizarrin, de 30 anos, que tem uma poodle de 7 anos. “Já ouvi que devemos colocar um algodão no ouvido dos animais de estimação. Mas, na verdade, não tomo nenhuma precaução, a não ser dar mais atenção e carinho, no momento de maior barulho, e com a Suzy no meu colo”, completa.
Medidas de segurança e prevenção podem amenizar o sofrimento e agitação do animal. Karime aponta que os animais de estimação sofrem acidentes em casa porque o desespero de fugir do barulho é tão grande que eles não conseguem avaliar o risco e podem até se jogar de janelas.
A veterinária recomenda algumas precauções: “Primeiramente, o animal deve ter todo o carinho nesse momento. É comum que queiram entrar em baixo de camas, armários e locais de difícil acesso. Desde que não ofereça risco, devemos deixá-los onde se sintam seguros. Conversar com eles usando um tom de voz calmo e confortador. Em casos extremos, medicamentos podem ajudar, mas sempre devem ser ministrados sob o olhar atento de um médico veterinário. Se o animal estiver sozinho em casa, cuidados devem ser tomados preventivamente, como janelas fechadas, e providenciar um esconderijo reconfortante para o animal se abrigar.”
    Fonte: Arca Universal - por  Michele Roza 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Exercícios aeróbicos são os mais eficientes para perder barriga


Exercícios aeróbicos são a melhor aposta quando o objetivo é perder as gordurinhas da barriga. É o que diz um estudo realizado pela Duke University Medical Center, nos Estados Unidos. 

Para chegar aos resultados, que foram publicados no American Journal of Physiology, 196 adultos sedentários e com sobrepeso, entre 18 e 70 anos, foram acompanhados por seis meses. Eles foram divididos em três grupos: os que realizaram apenas treino aeróbico, apenas treino de resistência ou uma combinação dos dois. O grupo dos exercícios aeróbicos fez exercícios equivalentes a 12 quilômetros de corrida por semana, usando 80% da frequência cardíaca máxima. O grupo do treino de resistência fez três séries de oito a 12 repetições, três vezes por semana. Já o terceiro grupo realizou ambos os treinos. Todos os programas de exercícios foram acompanhados de perto e monitorados, o que garantiu o máximo esforço dos voluntários. 


Ao final do acompanhamento, percebeu-se que o treino de resistência não causou reduções significativas na gordura visceral. No entanto, o treino aeróbico reduziu significantemente os níveis dessa gordura e também do fígado - esse treino queimou 67% calorias a mais do que o treino de resistência. A combinação dos aeróbicos com o treino de resistência obteve resultados similares ao treino aeróbico sozinho. 

Deixe sua barriga definida com exercícios aeróbicos
"Existem outras maneiras de definir o abdômen, ganhando tônus e alcançando a hipertrofia dos músculos", afirma o professor Diogo Cestari de Aquino, especialista em fisiologia do exercício e reabilitação cardíaca. Mudanças na respiração e a prática de ioga podem ajudar nesta missão. Descubra como. 

Controle da respiração
O controle da respiração durante a realização dos exercícios físicos tem como principal objetivo a estabilização do movimento. Por isso, a respiração em si não traz modificações na estética e no fortalecimento da parede abdominal. No entanto, para um indivíduo destreinado, esse estímulo pode ser suficiente para obter pequenas melhorias nesses músculos, como a diminuição da flacidez.

O fisiologista do exercício Luís Fernando Coimbra, gerente da unidade de Curitiba da Companhia Athletica, explica que ao realizar o movimento de um exercício, o ar deve ser eliminado dos pulmões. No caso da natação, isso deve ser feito embaixo d'água. Ao retornar para a posição normal, inspire. "Isso contrai e relaxa o abdômen, protegendo a coluna tanto durante o esforço físico quanto no momento de relaxamento", explica.

Caminhada e corrida
"Tanto a caminhada quanto a corrida são excelentes aliados na definição dos músculos abdominais, pois diminuem a porcentagem de gordura do corpo com a queima de calorias", aponta Diogo. Para variar o treino, vale ainda investir na bicicleta ergométrica ou no elíptico, exercícios aeróbios de menor impacto. Antes de praticar esses exercícios, entretanto, recomenda-se uma avaliação médica e uma avaliação física.

Boa postura
Ela é fundamental para eliminar a barriga. A postura inadequada pode ocorrer por um desequilíbrio muscular, evidenciado pela fraqueza da parede abdominal e pelo encurtamento da musculatura vertebral lombar e flexores do quadril. "Associado a esse quadro, observa-se aumento da lordose lombar, causa frequente de quadros de lombalgia", alerta o professor Diogo. Por isso, o fortalecimento e o alongamento das musculaturas favorecem a manutenção ou a melhora do alinhamento postural.

Pilates
Os exercícios praticados no Pilates são excelentes aliados na definição da região. Em todos eles, o principio básico é a ativação dos músculos profundos do abdômen, promovendo a correta respiração, a estabilização do centro de equilíbrio e a melhora postural. Além disso, o trabalho dos músculos superficiais do abdômen é extremamente solicitado na execução de inúmeros movimentos, contribuindo para a melhora da definição muscular. Segundo o fisiologista do exercício Luís Fernando, esta atividade deve ser aliada a outras, como exercícios aeróbios e de musculação, para melhorar os resultados.

Aulas de ioga
As aulas de ioga podem ajudar na definição do abdômen. "Além das técnicas respiratórias que promovem o trabalho dos músculos abdominais profundos, inúmeras posições da prática solicitam fortemente o trabalho abdominal", afirma Diogo. Segundo ele, tais técnicas contribuem para a estabilização dos movimentos, o que fortalece a parede abdominal.

Aulas de spinning
As aulas de spinning podem favorecer o abdômen por auxiliarem na manutenção da composição corporal ou na diminuição da porcentagem de gordura. Assim como a corrida e a caminhada, trata-se de uma atividade aeróbia e que, por isso, ajuda na queima de gordura, aponta Diogo Cestari de Aquino. Mas, por causa da posição sentada, é importante observar a postura e trabalhar, em conjunto, exercícios para melhorar o equilíbrio postural.

Alongamento
Apesar de não atuar de forma significativa na diminuição da porcentagem de gordura ou no fortalecimento abdominal, as aulas de alongamento podem auxiliar na melhora da definição muscular. Isso porque esses movimentos promovem o equilíbrio postural, fator extremamente importante também para a estética. "Ele é essencial tanto antes quando depois da atividade física, pois aumenta a mobilidade da musculatura e alivia a tensão muscular, evitando dores no dia seguinte", diz Luís Fernando. 

Fonte: Portal de Educação Física

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ano novo. Novos planos?


Há quem espere o ano começar para pensar em coisas novas.

Por Tany Souza tany.souza@arcauniversal.com


O clima de início de ano geralmente é de grande expectativa. Já nos últimos meses, as redes sociais ficam repletas de mensagem para que o ano acabe logo, que o outro chegue, para que tudo que não aconteceu se torne realidade no próximo ano. E assim iniciam-se os planejamentos. Mas será que é preciso esperar o começo de um ano para ter novos planos?

O ano é composto de 12 meses, mas muitos não sabem se reorganizar no meio do ano. Há quem evite grandes acontecimentos e mudanças por não considerar que seja o melhor momento para isso. Mas não há como paralisar a vida, é preciso sempre renovar.

Certa vez, uma mulher ouviu o seguinte comentário, em pleno mês de julho: “Nossa, radicalizou no corte do cabelo e nem é começo do ano!” Ela ficou tão surpresa com aquela observação, que não conseguiu responder à altura, mas pensou: “Para fazer mudanças é preciso estar no início do ano?”

Aproveite sim o começo do ano para planejar, colocar no papel o que deseja e onde quer chegar, mas não se limite a isso. É Deus quem sabe o que é melhor para você.

“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?”

Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” – Mateus 6:31-34

Sendo assim, no ano que nasce, viva a cada dia o seu mal, o seu bem e aprenda com cada situação que aconteça. Não se limite em ser feliz ao seu modo, mas se abra para o novo de Deus, que pode ser muito diferente do que imagina, mas também muito melhor.

Viva sem se preocupar. 2013 está ai, batendo à porta e novinho para ser usado. Aproveite!

(site: arcauniversal.com)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

As 4 frutas que eliminam gordura


A pera está nesse time. E a laranja -- quem diria -- também. Como assim? Ela não está cheia de calorias? E o que dizer da gordurosa amêndoa -- sim, ela é outra que elimina quilos extras.
Nós vamos esclarecer direitinho essa história.


Por CARLA CONTE




Pera
Ela tem seu mérito e não só a popular maçã - na hora de enxugar os quilos extras. Pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade do Rio Janeiro -- e publicada no o Journal of Nutrition, uma das mais respeitadas revistas americanas sobre nutrição -- mostrou que as mulheres que comeram três peras por dia durante 12 semanas consumiram menos calorias e perderam mais peso do que as que não ingeriram nenhuma fruta. O estudo foi feito com 411 voluntárias entre 30 e 50 anos. A pera tem a grande vantagem de ser bem fibrosa. Concentra, em média, 3 gramas de fibras totais por 100 gramas - quase o dobro da maçã, que fornece 1,6 grama, afirma a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RGNutri Consultoria Nutricional, de São Paulo. Além disso, o consumo de uma unidade representa 12% da necessidade diária de fibras, que é de aproximadamente 25 gramas por dia. Ela também é grande fonte de fibras insolúveis, que estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de cólon, completa Tânia.


Grapefruit e suas irmãs 
Quer uma razão para reverenciar essa fruta? Ingerir metade de uma grapefruit ou tomar seu suco antes de cada refeição pode ajudar na perda de até meio quilo por semana, mesmo que você não mude absolutamente nada na sua dieta. Foi essa a conclusão a que chegaram os pesquisadores da Scripps Clinic, na Califórnia, uma rede de serviços de saúde sem fins lucrativos e que investe pesado em estudos. Eles acompanharam 100 obesos por 12 semanas. Passado esse período, descobriram que componentes da fruta ajudam a regular a produção de insulina, um hormônio que está intimamente ligado ao estoque de gordura. Níveis baixos de insulina também contribuem para afastar o apetite por mais tempo quando os índices estão elevados, o hormônio estimula o hipotálamo, região do cérebro que, entre outras funções, regula a fome. Se anda difícil encontrar grapefruit na sua cidade, aposte em duas outras variedades: a laranja-pera e a laranja-bahia. A sugestão é de Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo. Elas contêm os mesmos compostos e atuam da mesma forma no emagrecimento, garante.


Banana verde 
Verdade. Nesse estágio, ela faz a balança se render graças a um amido resistente que ainda marca presença no macarrão integral, no feijão branco, na lentilha, na cevada e no pão com grãos integrais, que têm alto poder de saciedade. Esse efeito ficou mais do que comprovado em uma pesquisa americana realizada pela Universidade do Estado de Louisiana e publicada no Journal of Obesity. De acordo com o estudo, esse amido estimula hormônios que fazem o organismo se sentir satisfeito e sinalizam que é hora de parar de comer. O amido resistente também promove um aumento do peristaltismo intestinal, que pode diminuir a absorção de nutrientes e, consequentemente, de calorias, afirma a nutricionista Luci Uzelin, coordenadora de nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Outro dado: um pequeno estudo da Universidade do Colorado revelou que a queima de gordura foi 23% maior entre os pacientes que incluíram alimentos ricos nesse amido. Dá para comer banana verde? Sim. Você encontra receitas ótimas na internet ou no livro Yes, nós temos Bananas (editora SENAC), de Heloísa de Freitas Valle, uma das pioneiras no uso da fruta verde como ingrediente principal de vários pratos.


Amêndoas
Esta também é de cair o queixo: um farto punhado de amêndoas, cheia de gorduras -- benéficas, diga-se -- é capaz de reduzir o peso. E não só ele: a barriga também! Isso é o que mostra um estudo realizado no City of Hope National Medical Center in Duarte, Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado no International Journal of Obesity. Em seis meses, os pacientes que adotaram diariamente 84 gramas da fruta oleaginosa (cerca de 70 unidades!) reduziram 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim (LDL) também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. O grupo que se deliciou com as amêndoas perdeu também 56% a mais de gordura corporal em comparação com a turma que ingeriu o mesmo número de calorias na forma de carboidratos complexos, que estão nos cereais integrais, no arroz, nos pães, nas massas e nas batatas. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega-3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade, afirma a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Também é riquíssima em vitamina E, que regula os hormônios sexuais tanto no homem como na mulher. Nele, a amêndoa facilita a formação de massa magra. E, quanto mais massa magra, maior a queima de gordura. Nela, o mesmíssimo amido resistente evita o estoque das células gordurosas. Ou seja, o peso despe.

( site: saude.abril.com.br )


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ultrametabolismo. Já ouviu falar?


Sucesso nos Estados Unidos, essa nova dieta promete fazer as engrenagens do seu organismo trabalhar a pleno vapor, recheando o cardápio de alimentos capazes de regular os genes envolvidos com o estoque e a queima de gordura.

Por Adriana Toledo 



 Ao estampar na capa um título com ar de promessa irresistível, está explicado por que Ultrametabolism, the Simple Plan for Automatic Weight Loss (que pode ser traduzido por "ultrametabolismo, o plano simples para perda de peso automática") figura há várias semanas na concorridíssima lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times. Baseado em dez anos de observação do médico Mark Hyman, especialista em medicina alternativa famoso nos Estados Unidos, o livro editado pela Scribner apresenta um método de emagrecimento baseado na nutrigenômica, área praticamente recém-nascida da ciência que estuda como os alimentos podem influenciar nossa bagagem genética.

“O açúcar e a gordura hidrogenada estão entre os alimentos que bloqueiam os genes responsáveis pela queima de gordura”, exemplifica o autor em entrevista por telefone. "Já os vegetais e as comidas integrais estimulam a sua ação." No Brasil as grandes livrarias já importam a obra original, mas Hyman revela que negocia sua publicação em português. SAÚDE!, como sempre, faz questão de antecipar todas as ondas do universo saudável e avisa: prepare-se porque, quando essa bater por aqui, choverão críticas e elogios. A maioria dos especialistas brasileiros ouvidos, em resumo, acha que Hyman vendeu conceitos velhos conhecidos em uma embalagem pronta para virar best-seller. "A relação entre o mau funcionamento da tireóide e a obesidade é óbvia", cutuca a endocrinologista Sandra Villares, da Universidade de São Paulo (USP), apontando o exemplo entre os sete fatores por trás do ganho de peso listados por Mark Hyman (conheça um por um deles ao longo desta reportagem). "Alguns desses fatores, aliás, ainda nem estão muito esclarecidos pela ciência", comenta Marcelo Bronstein, que também é endocrinologista ligado à USP.
Hyman garante que "basta seguir o programa prescrito no livro" para perder os quilos extras — e depressa! —, mas sugerem que todos reflitam, inclusive por meio de testes, quais seriam os fatores para obesidade mais próximos do seu caso. Quanto ao programa, bem, ele não é tão simples quanto o título da obra proclama.

Há primeira semana é a fase de preparação, em que Hyman sugere "abandonar os maus hábitos para zerar o computador do seu metabolismo e recomeçar". Ou seja, é um choque: nada de massa nem de açúcar, muito menos fast-food. Também não se deve ingerir nem sequer uma gota de álcool, cafeína e zero de gordura trans (lembrando que, para dificultar a vida, esse ingrediente se encontra em diversos alimentos industrializados).
Aí vem a segunda fase, a da desintoxicação. Ela dura três semanas. "Troque o que atrapalha os genes que queimam a gordura por itens que, ao contrário, os fazem trabalhar direito", diz o autor. Em suma, continue sem comer tudo aquilo que foi banido na fase de preparação e, ainda, passe longe de ingredientes com alto poder alergênico — alimentos industrializados com glúten, ovos, leite e seus derivados. Em compensação, esbaldem-se de frutas, legumes e verduras — de preferência frescos, orgânicos e crus —, além de grãos integrais.

Segundo Hyman, pode-se esperar a perda de 2 a 5 quilos até esse ponto. A partir daí se inicia a fase final que pode durar o resto de sua vida. Nela você diminui cerca de meio quilo por semana até alcançar seu peso ideal. Os tais alimentos que favorecem alergias voltam aos poucos, um de cada vez. Por exemplo: você passa dois ou três dias tomando basicamente leite. Se não sentir nada, o.k. Se sentir dor de cabeça ou qualquer sintoma de problema digestivo, será sinal de que, no seu caso específico, o leite não combina com o seu metabolismo. E aí, caro leitor, a recomendação de Hyman é dar adeus a ele para sempre. O mesmo vale para todos os itens potencialmente alergênicos
A nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, em São Paulo, fala sobre as recomendações do ultrametabolismo: "Radicais livres e gorduras nocivas realmente se grudam na membrana das células, dificultando o seu funcionamento". Sua colega Anna Christina Castilho, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo, nota outro ponto positivo: "Ao menos essa dieta não exclui proteínas nem carboidratos e estimula o consumo de vegetais ricos em antioxidantes".

A geneticista Ivana Mânica da Cruz, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, vê o ultrametabolismo com bons olhos. "O raciocínio do autor faz sentido. Os antioxidantes, por exemplo, combatem os radicais livres que atrapalham a quebra da gordura", afirma. Mas a pesquisadora em nutrigenômica Sandra Soares Melo, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, ressalva: "Para que a gente pudesse garantir que uma dieta agiria diretamente nos genes, seria necessário fazer um mapeamento genético individual". Controvérsias à mesa, quando alguém lhe falar de ultrametabolismo você já saberá o que é.

SETE FATORES POR TRÁS DA OBESIDADE

1. DESCONTROLE DE APETITE
Contra isso se alimente a cada quatro horas, consumindo itens com baixo índice glicêmico, como vegetais, legumes e grãos integrais. Também inclua ervas, como ginseng e chá verde, no dia-a-dia.

2. MUITOS RADICAIS LIVRES
Eles provocam fadiga, ansiedade e baixa resistência imunológica — tudo isso desajusta o seu metabolismo. Coma boas porções de vegetais de cores diferentes e beba chá verde para suprir seu corpo de antioxidantes capazes de varrer esses radicais.

3. A EXISTÊNCIA DE INFLAMAÇÕES CRÔNICAS
Elas atrapalhariam o metabolismo. Para combatê-las consuma alimentos ricos em ômega-3, como salmão e sardinha, além de chá verde, gengibre, curry e chocolate amargo, que contêm substâncias antiinflamatórias.

4. PROBLEMAS DE TIREÓIDE
"Eles podem causar um metabolismo mais lento e uma retenção de líquido", concorda a endocrinologista Sandra Villares, da Universidade de São Paulo.

5. EXCESSO DE ESTRESSE
"Ele libera cortisol, o hormônio que estimula o estoque de gordura", endossa o endocrinologista Alex Leite, do Hospital São Luiz, em São Paulo. A dica é... Relaxar!

6. FALTA DE EXERCÍCIOS
Meia hora de atividade aeróbica, cinco vezes por semana, aumenta a eficácia das mitocôndrias, estruturas celulares encarregadas de transformar as calorias dos alimentos em energia", ensina Hyman.

7. FÍGADO INTOXICADO
Segundo Hyman, o órgão precisa de uma faxina, que fica a cargo do brócolis, da couve flor, do alho e do chá verde, consumidos rotineiramente.

PRODUÇÃO ANDREA VILASBOAS / SUXXAR
Site: saude.abril.com.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Receita de patê de grão-de-bico


Preparar uma pasta saborosa que cai bem com aquele couvert caprichado é a melhor saída para quem quer dar um gostinho especial ao encontro com as amigas e continuar em paz com a balança. Experimente!

Ingredientes
- 1 lata de grão-de-bico-drenada
- 1 col. (sopa de leite de soja em pó dissolvido em 1 xíc. (chá) de água
- 2 col. (chá) de azeite extravirgem
- ½ col. (chá) de sal
- 2 ramos de salsinha picada
- 3 talos de cebolinha picada
- 1 pacote de pão sírio integral cortado em fatias pequenas



Modo de fazer
Cozinhe o grão-de-bico com o leite dissolvido em fogo baixo por cerca de 10 minutos. Bata todo o conteúdo da panela no liquidificador, inclusive o líquido, até chegar a uma mistura cremosa e homogênea. Tempere com o azeite, o sal e as ervas. Misture bem, coloque em um recipiente charmoso e sirva com pão. 
Rendimento: 8 porções
Tempo médio de preparo: 15 minutos
Calorias por porção: 200 cal. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sem riscos sob o sol


O verão exige cuidados durante a prática de atividade física. Se a temperatura corporal subir demais pode haver encrenca: cãibra, fraqueza, tontura e desmaio. Fazendo a coisa certa, nada disso acontece

por Priscila Boccia | colaboradores Bianca Grassetti / Rogério Maroja



Pingar de suor significa que o corpo luta para manter seus 37 graus Celsius de praxe. A molhadeira nada mais é do que uma estratégia do organismo para resfriar a pele e, assim, impedir que a temperatura vá às alturas. É por isso que durante o exercício, quando cerca de 75% da energia produzida com os movimentos se transforma em calor, a camisa tende a ficar encharcada. Depois de uma hora de atividade moderada sob o sol, chega-se a perder 1 litro e meio de água. Praticar exercícios quando o clima está quente exige mais do sistema de refrigeração corporal — o que pode ser perigoso. “O organismo passa a produzir cada vez mais suor. Isso diminui o volume do plasma sangüíneo, comprometendo não apenas o mecanismo de perda de calor, mas também o sistema cardiovascular e a própria capacidade de realizar exercícios”, chama a atenção Luiz Oswaldo Rodrigues, fisiologista da Universidade Federal de Minas Gerais. Cãibra, fadiga, tontura e desmaio são sinais de que a temperatura do corpo está passando do ponto.
Ignorá-los é bastante arriscado. O organismo pode sofrer hipertermia — ir muito além dos 39° C e parar de funcionar. “Quanto menos condicionada a pessoa estiver, mais rápido os sintomas aparecerão”, avisa Rodrigues. Por isso, se você não está acostumado a malhar, não invente de patinar no calçadão, correr na areia ou fazer trekking em pleno meio-dia sem antes se preparar. E, mesmo que seja fã antigo de exercícios, maneire no verão.
As estratégias para o calor e se exercitar numa boa
Para evitar problemas ao malhar no calor do verão, a primeira medida é diminuir o ritmo. “A intensidade e a duração da atividade física devem ser menores”, aconselha o fisiologista Paulo Zogaib, do Centro de Medicina Preventiva e do Esporte do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Fuja, claro, dos horários mais quentes do dia, com sol a pino. Outro cuidado importantíssimo é a hidratação, que precisa ser feita antes, durante e depois do exercício. “O certo é beber água mesmo sem sentir sede”, afirma Laíra Campêllo, especialista em Medicina do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. Tenha como referência a orientação médica: tomar cerca de 300 mililitros de água (um copo grande) a cada 20 minutos de atividade física. Assim, você repõe o líquido e os sais minerais perdidos durante a transpiração. Daí é mais difícil sofrer cãibras, visão turva e mal-estar.
Quem preferir pode tomar bebidas isotônicas, mas sem achar que, por causa disso, estará mais protegido. “Só os atletas têm benefícios trocando a água por esses preparados”, desmistifica Laíra. E, claro, nunca é demais avisar que a cerveja, tão querida pelos brasileiros no verão, não serve para reidratar o corpo. “A ação diurética da bebida faz com que a pessoa perca mais líquidos do que ingeriu, piorando o quadro”, alerta Paulo Zogaib.
Quem pratica atividade física na piscina sofre menos desconforto, desde que não entre na água aquecida — um risco e tanto. “Em poucos minutos a pessoa pode ter hipertermia, pois a troca de calor com a água é quatro vezes mais rápida do que com o ar”, avisa Cláudia Forjaz, professora de fisiologia da Universidade de São Paulo. Já procurar espaços ventilados para se exercitar ajuda — e muito. “O contato com o ar mais frio resfria a pele”, explica a fisiologista. Um parque cheio de árvores, com vento e sombra de sobra, é o cenário perfeito para mexer o corpo na época mais quente do ano.
Com que roupa?
Tirar a camisa para malhar não alivia o calor. “A radiação do sol direto na pele esquenta ainda mais”, destaca Cláudia Forjaz. Não é à toa que jogar vôlei na praia apenas de sunga ou biquíni cansa um bocado. Para se proteger, o ideal é usar roupas claras — elas refletem os raios solares — e leves. Se o calor for muito intenso, vale molhar com água uma camiseta de algodão. Outra opção é vestir um daqueles tecidos hi-tech com mecanismos que facilitam a transpiração. “Alguns têm furinhos em formato de cone que auxiliam na evaporação do suor”, conta Zogaib.

Além dos limites de segurança
O que pode acontecer se você não tomar cuidado ao se exercitar no calor

• Cãibras
A perda de sais minerais na transpiração perturba o chamado equilíbrio eletrolítico, que garante o bom funcionamento dos músculos. Daí surgem os espasmos, mais freqüentes no abdômen e na panturrilha (batata da perna).
• Síncope
Na falta de bons goles de água ou suco para reforçar a hidratação, o volume de sangue diminui. A pressão arterial cai, gerando fraqueza generalizada, tontura, palidez e desmaio.
• Exaustão
Se o volume sangüíneo cai demais, o sistema cardiovascular não consegue garantir o fluxo de sangue para todo o corpo e entra em pane. As células em geral ficam desidratadas, o que provoca descoordenação, vertigem, dor de cabeça, náuseas e vômito.
• Choque térmico
Se a desidratação é intensa, o suor diminui e a pele fica seca e quente. A temperatura ultrapassa os 39° C e danifica os mecanismos termorreguladores. Há risco de morte.
Primeiros socorros
O que fazer para brecar o processo de hipertermia
• Remova a pessoa para a sombra ou para um local com ar refrigerado;
• Retire as roupas e resfrie o corpo dela com ventilador ou compressas de água gelada, começando pela cabeça;
• Se a pessoa estiver lúcida, force-a a ingerir água, soro caseiro ou suco de frutas;
• Mantenha os pés elevados acima da cabeça;
• Não use antitérmicos;

• Monitore a temperatura. Se estiver acima dos 39° C, é hora de correr para o hospital.

Problemas são maiores em lugares úmidos

O ideal é deixar o organismo se acostumar ao ambiente antes de começar a se exercitar. Além da temperatura, o corpo precisa se acostumar à umidade relativa do ar, que varia de cidade para cidade. “Ambientes muito úmidos dificultam a evaporação do suor”, esclarece o fisiologista Luiz Oswaldo Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais. Resultado: mesmo com o rosto molhado, a pessoa não consegue abaixar a temperatura corporal. Em locais muito secos, também há riscos, pois a perda de água é extremamente rápida. Daí a importância da aclimatação — deixar o corpo se acostumar com essas variáveis antes de partir para a ação. “Durante viagens, é bom esperar uns três dias para retomar a rotina de exercícios”, indica Rodrigues. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Pará é o estado mais quente e úmido do país. O campeão da secura é o Ceará. Apesar do calor, o Rio de Janeiro costuma ter umidade na medida certa.

Os mecanismos para esfriar o corpo
Entenda como o organismo reage diante do calorão

• Suor
O hipotálamo, região do sistema nervoso, estimula as glândulas sudoríparas a retirar água e sais minerais do plasma sangüíneo para jogá-los na pele através dos poros. Ao entrar em contato com a pele quente, o suor se evapora, o que ajuda a dissipar o calor. Por isso, se você enxugar o suor, impedindo que haja a evaporação, vai continuar esquentando.
• Vasodilatação
Há sensores de temperatura por toda a pele. Eles avisam ao cérebro que o corpo está aquecido. Ao receber essa mensagem, o hipotálamo aumenta o fluxo sangüíneo nas regiões superficiais do corpo para que o sangue se resfrie — é por isso que o rosto fica avermelhado. Daí, mais fresco, o sangue circula pelo organismo ajudando a abaixar sua temperatura.

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poder da Mente


Cansado e mal-humorado? Veja dez maneiras de vencer a fadiga mental e ter pique para correr.




 Por Mackenzie Lobby | Ilustrações Melinda Beck

Depois de um dia difícil no trabalho, você ainda tem que encarar o trânsito, as cobranças da família, os estudos para a pós-graduação... E só de pensar no treino de subidas da manhã seguinte, você já fica irritado. O dia a dia pode ser mesmo exaustivo, não só fisicamente, mas também mentalmente. E, com a cabeça cansada, seu rendimento na corrida pode ser prejudicado. É o que diz um estudo da Escola de Ciências dos Esportes, da Saúde e do Exercício da Universidade de Bangor, no Reino Unido.

Os pesquisadores dividiram atletas com níveis de condicionamento parecidos em dois grupos. Um deles fez exercícios cognitivos difíceis por 90 minutos e o outro assistiu a um documentário. Em seguida, todos os participantes realizaram um esforço físico intenso na bicicleta. Os atletas do primeiro grupo estavam muito menos dispostos do que os que assistiram ao filme e acharam o exercício mais difícil. O desempenho físico foi prejudicado porque o cérebro estava cansado.

O desafio, portanto, é encontrar formas de mostrar à sua mente que você pode aguentar mais um treino. "Concentre-se, admita que você preferiria se jogar no sofá, mas calce os tênis mesmo assim", diz o americano Marshall Mintz, psicólogo clínico e esportivo. "Depois de começar, quase sempre nos sentimos bem por estar correndo", afirma ele.

Reformule seus objetivos  


Indeciso entre o controle remoto e o tênis de corrida? Não é fácil sair porta afora sem um motivo claro para correr. "Se não conseguir responder à pergunta: `Por que estou fazendo isso?’, você não vai longe", afirma Rick Lovett, treinador de corrida e coautor do livro Alberto Salazar’s Guide to Road Racing ("Guia de corrida de rua de Alberto Salazar", em tradução livre). Ele sugere manter um diário de treino com objetivos e os motivos pelos quais você corre.

Solução prática - Quando sentir vontade de pular o treino depois de um dia difícil, pegue o diário e reveja suas anotações. Ver seus objetivos escritos fará com que você pense duas vezes antes de cabular aquela corrida.

Seja flexível

A organização pode ser a saída para conseguir realizar as tarefas do dia a dia, inclusive a corrida. Pensar no treino e planejá-lo ao longo do dia faz com que você desenvolva a energia necessária para encará-lo. "Prepare um plano B caso tenha um imprevisto", diz Mintz.

Solução prática - Se ficar preso no escritório até mais tarde, faça uma corrida mais curta. Se seu filho estiver com febre, faça alongamentos e exercícios de força e adie a corrida. "Não há problema em reprogramar-se para o dia seguinte", afirma Mintz.

Chame um amigo

Quando você treina sozinho, é fácil começar a pensar em problemas familiares e de trabalho. E isso pode acabar com o bom humor que a corrida deveria lhe trazer. Ao correr com outras pessoas, você se socializa e dá um tempo para as cobranças da cabeça. Uma pesquisa da Universidade de Rochester, em Nova York (EUA), demonstrou que quem tem um grupo de amigos animados é mais motivado e comprometido com o exercício, em comparação com quem pratica esportes sozinho.

Solução prática - Grave os telefones de alguns colegas de corrida na discagem rápida e não pense duas vezes antes de ligar para um ou dois deles quando a preguiça bater. Há grandes chances de que eles estejam na mesma situação. E, se não conseguirem combinar um treino juntos, pelo menos poderão trocar palavras de incentivo. "Em qualquer tipo de exercício existe uma chance maior de sucesso se você tiver a colaboração de alguém", explica Mintz.

Ligue o som

Uma série de pesquisas mostra que a música pode ser uma grande fonte de motivação para os exercícios. Um estudo publicado no Journal of Sport Behavior constatou que, além de ajudar os atletas a se exercitar mais, a música também diminuiu a percepção de esforço. Lovett incentiva os corredores a escutar música antes mesmo dos treinos para "entrar no clima".

Solução prática - Ligue seu MP3 enquanto responde aos últimos e-mails no trabalho ou, ao dirigir para casa, coloque seu CD predileto. Isso aumenta as chances de você calçar os tênis assim que chegar em casa. "De todas as coisas que um atleta pode fazer para ter pique antes de uma corrida, ouvir música é a que ativa a maior parte do cérebro ligada à motivação", diz Mintz.

Gerencie as crises

Naqueles dias em que sua cabeça começa a martelar, pensando em tudo que deu errado, interrompa sua mente, ensina Mintz. Ele sugere combater esses pensamentos com outros positivos: "Meu dia foi difícil, mas eu vou me sentir melhor depois de correr".

Solução prática - Por mais tentador que seja ceder aos pensamentos negativos, diz o psicólogo, obrigue seu corpo a executar os movimentos da sua rotina de corrida: tome uma chuveirada rápida ou uma xícara de café, calce os tênis, faça alguns polichinelos e vá correr. O começo da corrida pode ser difícil, mas, depois que estiver na rua, você se sentirá bem.



(site:http://runnersworld.abril.com.br)