Eles têm a audição bem mais sensível do que a humana e ficam mais agitados em dia de jogos de futebol ou comemorações.
Animais de estimação costumam ser tranquilos no ambiente em que vivem, com seus donos, no lar da família que o adotou. Contudo, eles podem apresentar uma mudança de comportamento, principalmente em dias festivos, pois eles têm uma sensibilidade maior do que a nossa para os sons e ruídos.
Segundo Karime Cury Scarpelli, médica veterinária e diretoria do Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (Itec), alguns sons podem ocasionar dor de ouvido além de fatores emocionais, como traumas que podem levar o animal ao estado de pânico. “Os cães, por exemplo, têm a capacidade de ouvir em frequências que o ser humano não é capaz. O animal pode ouvir sons de até 60khz, enquanto nós escutamos até 20hz, ou seja, eles têm uma capacidade de ouvir há uma distância três vezes maior que o homem”, afirma.
Por isso, o barulho causado pelos fogos de artifício, assopros de cornetas e outras manifestações com aparelhos sonoros, comuns em dia de jogos, em festas e comemorações, causam danos ao aparelho auditivo do animal, ocasionando descontrole e atordoamento.
“Quando os fogos começam a estourar e as cornetas a buzinar, a Suzy já começa a tremer. Ela corre para o colo de quem estiver mais perto para se proteger, e se estamos na cama, ela quer subir na nossa cabeça”, conta a fisioterapeuta Juliana Frizarrin, de 30 anos, que tem uma poodle de 7 anos. “Já ouvi que devemos colocar um algodão no ouvido dos animais de estimação. Mas, na verdade, não tomo nenhuma precaução, a não ser dar mais atenção e carinho, no momento de maior barulho, e com a Suzy no meu colo”, completa.
Medidas de segurança e prevenção podem amenizar o sofrimento e agitação do animal. Karime aponta que os animais de estimação sofrem acidentes em casa porque o desespero de fugir do barulho é tão grande que eles não conseguem avaliar o risco e podem até se jogar de janelas.
A veterinária recomenda algumas precauções: “Primeiramente, o animal deve ter todo o carinho nesse momento. É comum que queiram entrar em baixo de camas, armários e locais de difícil acesso. Desde que não ofereça risco, devemos deixá-los onde se sintam seguros. Conversar com eles usando um tom de voz calmo e confortador. Em casos extremos, medicamentos podem ajudar, mas sempre devem ser ministrados sob o olhar atento de um médico veterinário. Se o animal estiver sozinho em casa, cuidados devem ser tomados preventivamente, como janelas fechadas, e providenciar um esconderijo reconfortante para o animal se abrigar.”
- Fonte: Arca Universal - por Michele Roza

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