Vai embalar os seus sonhos
e guardá-los debaixo da cama mofando na companhia das traças e teias de aranha
só porque, aparentemente, nada está dando certo?
Por Jaqueline
Corrêa
jaqueline.correa@arcauniversal.com
Quer dizer que
você recebeu um não e agora ficou todo murcho achando que todos estão contra
você? Aquela pessoa a quem tanto estimava lhe disse algo que não soou muito bem
aos seus sensíveis ouvidos e isso foi suficiente para tornar o seu dia – que
até então seria um docinho de coco – um verdadeiro bombom de alho?
Ou, pior, recebeu
aquele fora da pessoa que você jurava amar (e jurava que ela o amava) e agora
está todo tristonho porque acredita que ela realmente era a única pessoa capaz
de lhe compreender e fazer rir – já que hoje você diria que o mundo anda meio
chato e as pessoas mais ainda –, o que lhe faz parar no tempo e esquecer-se da
própria vida, que é o que de fato interessa...
Ou, quem sabe,
você planejou tantas coisas na sua vida e agora que o tempo passou, parece que
não há nada que lhe faça ver que existe tempo para tudo, mesmo que esse tempo
pareça que já tenha se passado...
Hum...
Será que isso não
é um exagero, não? Levando em consideração que temos 365 dias por ano, 24 horas
por dia, sete dias por semana e milhões de pensamentos que vão e voltam, surgem
e jogamos fora, será que nenhum deles serve de verdade? E será que mesmo que o
tempo passe tão rápido que é capaz de você plantar uma semente hoje e amanhã se
surpreender com uma mangueira no canto da sala, não é possível que não exista
nada capaz de lhe fazer sair dessa rotina mórbida de ficar se remoendo com tudo
o que acontece porque não estava nos seus planos.
Outro dia me
surpreendi com uma matéria sobre uma brasileira chamada Isabel Pesce, de apenas
24 anos. Ela possui 4 diplomas pela MTI (Instituto de Tecnologia de
Massachusetts), nos Estados Unidos (EUA) – para você ter uma ideia, deste lugar
saem grandes cientistas e ganhadores de prêmios Nobel –, montou uma empresa de
aplicativos no Vale do Silício, nos EUA, e lançou um livro. Você pode estar
pensando: “Com tantos predicados assim, ela deve ser realmente um gênio!”. Bom,
se levarmos em conta a astúcia dela e, como ela mesma afirma, que teve “cara de
pau”, sim, ela é um gênio pelo simples fato de não ficar choramingando ou
lamentando uma suposta falta de capacidade e oportunidade e correu atrás. Será
que não é isso o que falta, muitas vezes?
Veja o que
aconteceu:
Para estudar no
MTI, uma das universidades mais conceituada dos EUA, ela precisaria passar por
várias etapas, entre elas, estavam algumas provas que avaliam o nível de inglês
e uma entrevista, onde se observa se o candidato possui o perfil para estudar
ali.
Pois bem.
A moça não tinha
essa fluência no idioma (aliás, só possuía o inglês básico) e teria de passar
por tudo isso em apenas 10 dias, o tempo que faltava para encerrar o processo
seletivo. Não satisfeita com as poucas chances, por meio de um amigo, ela
conseguiu o endereço de um dos entrevistadores, reuniu tudo o que já havia
feito, colocou em uma caixa de papelão e levou na maior “cara de pau” – isso
mesmo, na maior cara de pau – na casa dele. É mole?
E ele aceitou.
Marcou a entrevista, viu que ela possuía apenas o inglês básico, mas muita
determinação – o que, neste caso, é um requisito a mais no currículo de
qualquer pessoa – e só precisou aguardar o dia da prova. Aí, ela precisou
enfrentar outro dilema. Quando chegou, a sala já estava lotada e não queriam
deixá-la entrar. Mas, determinada como é, implorou para ficar e esperar que
alguém tivesse faltado para poder realizar a prova. E ao receber o resultado,
chorou de alegria por tanto esforço que lhe rendeu a aprovação. Ao final dos
quatro anos, conquistou os quatro diplomas em engenharia elétrica, ciências da
computação, administração e economia.
Foi um árduo
caminho, não é mesmo? Talvez você esteja imaginando a aflição dela e até suando
em pensar nessa maratona alheia, mas era isso o que ela precisava para chegar
onde queria.
Você já pensou
onde quer chegar? E já desistiu da ideia só porque o caminho é difícil e cheio
de buraqueiras?
Pense só: se ela
tivesse desistido quando lhe disseram que só havia 10 dias para encerrar o
processo de seleção, ela teria de esperar por até um ano para tentar novamente;
se ela tivesse desistido de ser entrevistada, porque não sabia falar inglês
fluentemente, talvez desistisse por inteiro do curso; se ela tivesse desistido quando
lhe disseram para ir embora, porque a sala estava cheia e não tivesse
insistido, todo o seu esforço inicial não teria adiantado nada.
O segredo dela foi
a determinação, a astúcia, a coragem e a confiança. Características bem
marcantes da pessoa que confia em
Deus. E se você O tem como seu aliado? Vai desistir da
estrada só porque ela está esburacada? E por que vai embalar os seus sonhos e
guardá-los debaixo da cama mofando na companhia das traças e teias de aranha só
porque, aparentemente, nada está dando certo?
Vou encerrar com
uma frase da própria protagonista desta história e que serve bastante de
exemplo para nós: “... a gente tem que pensar que não custa tentar, afinal, o
não a gente sempre tem.”
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