Na fumaça do cigarro podem ser identificadas cerca de 4.700
substâncias tóxicas, das quais, pelo menos, 40 são cancerígenas.
Muitas medidas contra o fumo já foram tomadas. Leis
antifumo, fotografias em maços e campanhas de saúde percorrem o país. Por mais
que pareça que os resultados sejam tímidos, pesquisas mostram que iniciativas
como essas já inibem o consumo do cigarro. Um estudo recente feito no Uruguai
mostrou que as fotos estampadas nos maços, entre 2006 e 2011, fizeram com que
mais fumantes afirmassem que as imagens os faziam pensar sobre os riscos do
tabagismo à saúde e em largar o cigarro.
Com dados como esses, a saúde bucal agradece. Alterações
significativas na boca, tanto nas gengivas e língua, como em dentes e ossos são
consequências que o fumante pode encarar ao tragar nicotina e alcatrão a cada
cigarro durante o dia. Essas substâncias muitas vezes causam danos irreparáveis
à saúde bucal. “Os danos podem ser notados na estética, com dentes amarelados,
escurecidos e manchados”, diz dentista Milton Sabino Fernandes, especialista em
reabilitação oral.
Milton afirma que, além desses vilões mais conhecidos
contidos no fumo, a pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras
substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa
e muito grave com o passar dos anos,
conhecida por angina localizada. “È uma doença que danifica
os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias - ausência de
circulação - que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido
importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos”, explica o profissional.
Este desequilíbrio pode acarretar em perdas ósseas que muitas
vezes são irreparáveis, e perdas de elementos dentais preciosos ao sistema
mastigatório e a estética do sorriso. E para quem acha que um implante
resolveria o problema, Milton esclarece que o problema é mais grave. “Para
termos bons implantes, uma das condições fundamentais é termos osso, outra é
ter boa circulação sanguínea no local, tudo que o cigarro tira durante a vida”,
afirma.
Segundo o Inca, Instituto do Câncer, o fumo é um dos mais
potentes agentes cancerígenos conhecidos. Na fumaça podem ser identificadas
cerca de 4.700 substâncias tóxicas, das quais, pelo menos, 40 são cancerígenas.
E o perigo também está presente para o fumante passivo, pessoa que convive com
quem fuma. Isso porque a fumaça tragada passa por um filtro que elimina parte do
problema. O fumante passivo respira três vezes mais monóxido de carbono do que
o fumante inala.

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