Com orientação, malhação na
gravidez é saúde para mãe e bebê.
Exercícios de pilates e
hidroginástica são as práticas indicadas, mas sempre contando com orientação.
(Valeska Mateus)
A prática de exercícios
físicos durante a gravidez traz vários benefícios para a mãe e o bebê. Quando
bem orientado, o exercício pode amenizar o ganho de peso, melhorar a circulação
sanguínea e reduzir o tempo de trabalho de parto.
"Além de melhorar a força muscular da mulher,
ajuda no parto normal, já que melhora o tônus na região pélvica, fortalece a
musculatura perínea e facilita a abertura da bacia".
Explica o obstetra João Bosco
Meziara. Mas o médico ressalta que a atividade física só é indicada para
gestantes sem risco de aborto ou parto prematuro. E sempre com um exame prévio
e supervisão de um educador físico ou personal.
As modalidades sem muito
impacto ou sobrecarga, como hidroginástica,
pilates, yoga são as mais indicadas para as grávidas. Mas o ideal é
iniciar a prática após os três meses de gestação, período em que a placenta já
está implantada no útero.
Postura e força
Praticante de Pilates há
cinco anos, a fisioterapeuta Darlene Ramos decidiu dar continuidade à atividade
quando descobriu a gravidez, mas precisou adequar os exercícios e focar no
alongamento e nas musculaturas que podem colaborar no seu desejo de ter parto
normal. "O pilates é calmo e focado nos objetivos da gestação, como a
respiração, controle do corpo e estabilização da cintura abdominal; que diminui
as dores lombares", justifica.
"Trabalhamos a postura
fortalecendo a musculatura e prevenindo dores pelas alterações comuns da
gravidez", explica Marina Junqueira, professora de Pilates da Clínica Corpore.
Segundo ela, no Pilates a
grávida consegue manter o trabalho de fortalecimento muscular globalizado e sem
risco para o bebê. "O trabalho de períneo do Pilates provoca uma
consciência corporal da região, podendo ajudar na hora do parto",
diz.
Físico e Emocional.
Na hidroginástica, o foco está no trabalho aeróbico, alongamento,
fortalecimento muscular e equilíbrio. Por estar em meio aquático, o impacto é
bem menor e a gestante realiza os exercícios com mais facilidade.
Os exercícios na água também
estimulam a respiração, o que colabora na melhoria da circulação sanguínea,
além de diminuir a ansiedade e promover o relaxamento da gestante. "Quem
acaba ganhando é o bebê, já que ele terá um desenvolvimento sadio dentro do
útero, pelas condições físicas e emocionais da mãe", diz Any Cristina
Beneventi, educadora física e coordenadora da Academia Nado Livre.
Veja dicas para malhar durante a gestação
• Hidroginástica, caminhadas,
Pilates e yoga são as modalidades mais indicadas.
• Exercícios que fortalecem a
musculatura pélvica e promovem a abertura da bacia, facilitando o trabalho do
parto normal.
• A melhora na circulação
sanguínea previne ou reduz o surgimento de varizes.
• Mulheres sedentárias têm
duas vezes mais chances de parto cirúrgico do que as ativas fisicamente.
• Sangramento vaginal, falta
de ar após os exercícios, dores de cabeça, tonturas e fraqueza muscular
são sinais de alerta para interromper o exercício.
• Nenhuma atividade física
deve ser realizada nas 12 primeiras semanas de gestação, período em que a
placenta está sendo implantada e o risco de aborto é maior.
• Mulheres com histórico de
aborto ou com gravidez de gêmeos não podem fazer nenhuma modalidade esportiva.
• Antes de iniciar os
exercícios a grávida deve realizar um exame cardiológico para avaliar a
modalidade, a intensidade e a freqüência da atividade.
• Exercícios são contraindicados
para grávidas hipertensas, que já apresentaram sangramento ou com placenta
prévia.
(fonte site A Cidade)

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