quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dicas para melhorar o desempenho do cérebro



Confira dicas para que você tire o melhor do seu cérebro investindo em bons hábitos no dia a dia
Reportagem: Monique Zagari Garcia



A leitura é uma das atividades recomendadas para estimular o funcionamento do cérebro
Foto: Shutterstock 

Que tal melhorar o desempenho da fascinante “máquina” que é o cérebro? Nunca é tarde para mudar os hábitos e trabalhar duro para ser uma pessoa mais criativa, concentrada, saudável... “Para tirar o melhor dessa estrutura, é preciso aparar inúmeras arestas comportamentais e exercitar no dia a dia cada complexa função cerebral”, ressalta o neurologista Leandro Teles (SP). Pensando nisso, experts no assunto selecionaram algumas dicas para dar aquela turbinada no cérebro.

Confira: 

Cuide dos ambientes
O ambiente é fundamental para a relação entre o cérebro e os estímulos. Para que exista concentração, foco e boa memorização é importante que não haja competição de estímulos, excessos visuais, bagunça, ruídos, temperatura inadequada etc. “O rendimento mental, em termos de produtividade, criatividade, memória e raciocínio lógico, é superior em ambientes estruturados, pensados e inteligentes, com as coisas relevantes expostas e organizadas e o irrelevante longe da percepção”, afirma Leandro.

Descanse o suficiente
O sono e o descanso são fundamentais para a atividade intelectual em alto nível. De acordo com Leandro Teles, ninguém consegue exercer toda sua capacidade intelectual se não está com o corpo adequadamente descansado. “Os momentos de descanso prolongado ou uma boa noite de sono (principalmente durante o sono REM, que é a fase reparadora do mesmo), é quando o cérebro reorganiza todas as informações recebidas, consolida o aprendizado e normaliza emoções”, revela Edson Issamu, neurologista do Hospital São Camilo (SP). Além do sono, Leandro Teles também considera fundamental o período de férias, os finais de semana, feriados e tudo o que possa ajudar na organização e recuperação da “overdose mental” que é a rotina.

Alimente-se bem
De acordo com o neurologista, a relação entre alimentação e funções cerebrais superiores é intensa e complexa. O sistema nervoso é sensível à alimentação muito calórica, rica em gorduras de má qualidade e em grandes porções. As dicas do médico são consumir alimentos de fácil digestão, fontes de gordura de boa qualidade (ômega 3, por exemplo), bastante líquido e evitar álcool e estimulantes, como a cafeína em excesso. “As escolhas devem priorizar verduras, legumes, grãos, carnes magras e frutas (ricos em nutrientes e vitaminas do complexo B).  Em médio e longo prazo devemos controlar o peso e evitar distúrbios do colesterol, que podem levar a aterosclerose, danificando os vasos cerebrais. Outra substância que deve ser evitada é a nicotina. O cérebro é bastante sensível às nossas escolhas alimentares”, garante.

Organize seu tempo
Segundo Edson Issamu, a organização do tempo faz com o cérebro trabalhe de maneira organizada, sólida, tranquila, sem sobressaltos ou "acidentes de percurso" que provocam situações emocionalmente desfavoráveis – o que altera o nível de atenção, raciocínio e capacidade de tomar decisões da pessoa. “As pessoas acumulam seus afazeres, querem fazer tudo de uma vez e isso também resulta em uma queda brutal na qualidade das atividades cotidianas. Por isso, procure fazer seu dia render mais, estabeleça uma agenda com lógica interna e prioridades e faça uma coisa de cada vez”, orienta Leandro Teles. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Exercícios durante a menstruação


A atividade física durante a menstruação ameniza as cólicas menstruais. Nada de faltar na academia..

Por TaigaCazarine

Malhar ou não menstruada. Se você fica sempre na dúvida, saiba que a menstruação não pode ser motivo para cabular a aula. Muito pelo contrário. “Durante este período há uma maior irrigação sanguínea, aliviando as temidas cólicas”, fala o professor de educação física Felipe Barboza, da Academia Estação do Corpo, no Rio de Janeiro. Ele dá ainda outros bons motivos para você não interromper seu treino nesta fase.

*Pode malhar durante a menstruação?
Não só pode, como deve. Sempre respeite o seu nível de condicionamento, mas nunca fique parada. A continuidade faz parte dos princípios do treinamento e torna-se impossível evoluir caso o treino seja interrompido por uma semana no mês. Sem contar que os exercícios aliviam as cólicas porque ativa o sistema circulatório.

*Aeróbico ou musculação?
Tanto faz! O ideal é não mudar a rotina de treinos e fazer o que você já está acostumada. Se o fluxo menstrual for muito intenso pode haver um desconforto para executar alguns treinos. Neste caso, você pode reduzir a carga e evitar exercícios que precisem de muito esforço nos membros inferiores. Como se trata de um período complicado, a saída é fazer o que proporciona maior prazer e espante a preguiça a todo custo.

*Há contraindicações?
Depende. Cada pessoa tem um fluxo menstrual diferente. Mas, geralmente não há limitações a não ser que a mulher tenha um fluxo muito intenso. Só que mesmo assim ela pode malhar, só deve evitar alguns exercícios como os agachamentos e afundos.

*Qual a melhor forma de aliviar os sintomas?
Não existe regra. Porém, malhar ao acordar pode dar mais resultados, pois libera uma dose de adrenalina que promove sensação de bem-estar, além de, como já foi dito, evita a presença das cólicas. O resultado pode ser um dia bem mais tranquilo do que normalmente é neste período.

Site revista Shape

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Alimentos X Mau Humor


Entre os aliados do bem-estar temos a banana e a batata, que regulam os níveis de neurotransmissores, melhorando os sintomas de tristeza e ansiedade. Por outro lado, o chocolate e o café, dependendo da dose, alteram o Sistema Nervoso Central piorando o estresse e causando insônia.

O café da manhã é a refeição principal para quem não quer passar o dia desanimado, porque depois de uma noite de sono, os níveis de glicose caem (substância fundamental para funcionamento do cérebro), e torna-se necessário a ingestão de frutas, cereais ou pão e um laticínio. Os cereais são importantes para melhorar o bem-estar, e as fibras para o funcionamento intestinal, o que faz dos cereais integrais uma dobradinha importante, já que o intestino preso pode causar irritabilidade.

Os laticínios, a uva e a abacate possuem triptofano, substância que funciona como matéria-prima para fabricar serotonina, o neurotransmissor que controla o humor. O triptofano funciona melhor na presença de carboidratos, mas pelo fato deste último ser calórico e rico em triglicérides, é preciso controlar a quantidade, mas nunca abdicá-lo da dieta.

Para reduzir o cansaço e a sonolência precisamos ingerir com frequência o ferro (encontramos nas carnes, verduras verdes escuras, grãos, melado de cana de açúcar), mineral que leva oxigênio aos tecidos, além disso é um antioxidante, substância recomendada para combater o estresse.
Além do ferro, existem outros nutrientes antioxidantes, como é o caso da vitamina C (pimentão, laranja, acerola, mamão, maracujá) e do betacaroteno (cenoura, beterraba, manga e mamão)
As vitaminas do complexo B são indispensáveis para combater a apatia. A vitamina B1 (grãos integrais e nozes) produz energia. Deficiências nestas vitaminas causam irritabilidade e fadiga. A vitamina B6, (aveia, batata e banana) afasta a tristeza.

O desânimo também se dá pela falta de selênio no corpo, o que você resolve ingerindo uma castanha do pará por dia.

É muito importante a regularidade nos horários das refeições para não exagerar na porção de alimentos, que sobrecarrega o tubo digestivo proporcionando desânimo por desviar parte da oxigenação cerebral. Por outro lado, períodos longos de jejum aumentam a produção de adrenalina e cortisol, acarretando irritabilidade. O ideal é manter intervalos de até 4 horas para ter bons níveis glicêmicos, evitando assim, o exagero e também o jejum.

Cuidado com o álcool, que serve para relaxar, mas depois de várias doses, o resultado é melancólico.

INCLUA NO PRATO:
Para tristeza: Pães, batata e macarrão Para ansiedade: Alface, maracujá e maçã Para mau humor: Abacate, leite e carne magra
Para apatia: Castanhas e nozes
Para estresse: Pimentão, cenoura e laranja

EXCLUA DO PRATO:
Para tristeza: Álcool e açúcar
Para ansiedade: chocolate
Para mau humor: gorduras
Para apatia: Jejuns prolongados
Para estresse: Café

Matéria cedida por: Waldinez S. Nogueira - Nutricionista. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Chia - dossiê completo da semente que auxilia no emagrecimento


A semente andina de uso milenar caiu nas graças dos brasileiros por causa do efeito seca-barriga. Mas ela tem talento para muito, muito mais.

Quando desembarcou no Brasil, há pouco mais de um ano, a chia não demorou a entrar na lista de compras dos interessados em perder peso. Nada mais compreensível. Como uma de suas principais características é virar uma espécie de gel ao entrar em contato com a água, ela dá uma baita saciedade, evitando ataques desenfreados de gula ao longo do dia. Só que os benefícios do pequeno grão - consumido por civilizações pré-colombianas há milhares de anos - não ficam restritos ao emagrecimento. Pelo menos é o que a ciência tem revelado.


Gordura na cintura? perigo!


O peso excedente vale ressaltar, é um dos principais culpados pela síndrome metabólica, que contribui para piripaques cardiovasculares, a exemplo de infarto e derrame. "A tal síndrome é diagnosticada quando o paciente apresenta concentração de gordura abdominal e pelo menos mais dois fatores de risco, como glicose e triglicérides elevados, entre outros", descreve a endocrinologista Cíntia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, em São Paulo. Ainda bem que a semente de chia, com seu ácido graxo anti-inflamatório, protegem contra todo esse chabu.

A comprovação vem da Universidade Nacional Autônoma do México. Inicialmente, os cientistas pediram a voluntários com aquele combo de problemas que deixassem de consumir 500 calorias no seu dia a dia. Duas semanas depois, dividiram o pessoal em duas turmas. Enquanto uma ingeriu uma bebida à base de proteína de soja, aveia e chia, a outra recebeu uma mistura inócua. Em dois meses, todo mundo apareceu no laboratório com a barriga mais enxuta. Mas só o grupo que tomou o líquido com a semente viu fatores intimamente associados ao mal perderem força. "O mais interessante é que as duas turmas emagreceram igualmente, o que nos leva a concluir que a bebida foi, de fato, a grande responsável pela melhora da síndrome", reflete Cíntia.

Aproveitando que o assunto aqui gira em torno do coração, não dá para esquecer que o ômega-3 da chia ainda favorece a redução da pressão arterial. "Na prática, ele diminui a formação de tromboxano, uma molécula que estimula o aperto dos vasos. Por outro lado, aumenta a síntese de prostaciclinas, que são vasodilatadoras", ensina a nutricionista Anna Carolina Di Creddo Alves, do Instituto do Coração, na capital paulista. Sem falar que esse tipo gorduroso evita a oxidação do colesterol LDL, processo que o torna um verdadeiro vilão para o peito - afinal, é nesse formato que a molécula propicia o desenvolvimento de placas nas artérias.

Não vá pensando que a semente é indicada só para quem está com a saúde desajustada. Lá atrás, quando maias e astecas se deliciavam com o alimento, a intenção era aperfeiçoar a resistência física. Hoje, estudiosos da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, sabem que a estratégia funciona. Por um período, antes de provas longas, eles deram isotônico a seis atletas amadores. Depois, os voluntários tomaram uma mistura desse líquido com uma bebida à base de chia. Após cada intervenção, os rapazes correram por uma hora na esteira e mais 10 quilômetros em uma trilha. Acabada o suadeira, a surpresa: "Concluímos que o ômega-3 do grão melhora o rendimento dos atletas na mesma medida que o carboidrato do isotônico", revela Travis Illian, autor do projeto.

Para o cientista, a principal vantagem da descoberta é oferecer aos esportistas um substituto à altura para os tradicionais isotônicos, cheios de açúcar. Mas, se você não pretende participar de uma maratona, uma boa pedida é usar a farinha ou grão de chia duas horas depois dos exercícios. Assim, dá para aproveitar as fibras solúveis que a semente esbanja. "Essas substâncias retêm água, o que prolonga a hidratação e a presença de minerais no organismo", explica a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo.

Foi justamente nessas versões, ou seja, semente e farinha, que a nutricionista Sandra Soares Melo, da Univali, levou o alimento andino para o laboratório. O objetivo era comparar à ação de ambas as variedades em temperatura ambiente e aquecidas. "Vimos que, por causa das fibras, todos os tratamentos estimularam o trânsito intestinal nos animais analisados", conta.

Contudo, quando a pesquisadora e seus alunos avaliaram o estresse oxidativo - fator relacionado a doenças como diabete e câncer -, ficou evidente que ele só foi amenizado quando as cobaias ingeriram o farelo que não passou pelo fogo. "Ele não apresenta gordura como a semente. E a substância é a principal a sofrer oxidação. Esse processo também é facilitado quando a temperatura está elevada", justifica Sandra. Logo, se a ideia é barrar o estresse oxidativo, já sabe: a farinha ao natural é a melhor opção.

Agora, se estiver de olho em uma ação mais global a favor do funcionamento do corpo, as sementes saem na frente. Basta consumir duas colheres de sopa todos os dias. Só duas mesmo. "Como a chia tem muitas fibras, pode dificultar a absorção de alguns minerais, além de desregular o intestino se não houver consumo adequado de água", frisa o nutricionista José Aroldo, diretor da Nutmed, no Rio de Janeiro. Seguindo essa recomendação, certamente você terá tantos motivos quanto as civilizações antigas para idolatrar a semente de chia.

Se a intenção é perder peso...

Seu principal objetivo com a chia é mesmo afinar a cintura? Então faça o seguinte: deixe a semente na água por pelo menos 40 minutos. Quando a mistura se transformar em um gel, adicione suco de uva sem açúcar para obter uma espécie de sagu. "Consuma no café da manhã ou no lanche do final da tarde. Dessa maneira, você evita abusos nas principais refeições do dia", aconselha a nutricionista funcional Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

Raio x da chia em 100 gramas

Energia 371 cal
Proteínas 21 g
Carboidratos 42 g
Gorduras totais 31 g
Gorduras poli-insaturadas 25 g
Fibras totais 41 g
Cálcio 556 mg
Potássio 666 mg
Fósforo 750 mg
Magnésio 326 mg
Ferro 6 mg

Veja quanto você teria de comer de outros alimentos para obter o que 2 colheres de sopa de chia oferecem 

50 gramas de banana como fonte de potássio
129 mililitros de leite como fonte de cálcio
285 gramas de espinafre como fonte de ferro
680 gramas de tomate como fonte de antioxidantes
60 gramas de nozes como fonte de magnésio
129 gramas de aveia como fonte de fibras totais
Fonte: Tecnical & Nutritional Data Sheet 2008

Variedade - Você também encontra a chia na forma de farinha e óleo.  

Farinha
O conteúdo de proteínas e fibras agrada, mas não tem o desejado ômega-3. Pode substituir parte da farinha de trigo em receitas.

Óleo
Concentra o ômega-3, a gordura do bem. Mas não é fonte de fibras como a farinha e a semente. Ideal para temperar a salada.


Mousse de ricota com chia

Coloque 3 colheres (sopa) de semente de chia para hidratar na água durante 30 minutos. Aqueça bem 200 mililitros de leite desnatado com mel. Em seguida, acrescente 2 envelopes de gelatina sem sabor e mexa até dissolver. Leve a mistura ao liquidificador e bata com 200 gramas de ricota. Em uma tigela, incorpore essa mistura às sementes de chia hidratadas. Mexa bem. Em uma fôrma de pudim, alterne camadas de mousse de chia e pedaços de frutas. Depois, deixe na geladeira por 30 minutos. Decore com frutas.

(Fonte da receita: José Aroldo, nutricionista da Nutmed, no Rio de Janeiro)

Site: Thaís Manarini e Dalena Theron - Edição: MdeMulher
Conteúdo do site SAÚDE

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aprenda transformar a gordura em massa muscular


Aprenda a transformar a gordura em massa muscular aliando a alimentação com a prática de exercícios físicos confira as nossas dicas.


Muitas pessoas e na maioria das vezes mulheres sonham com o corpo perfeito igual das atrizes de TV. Saiba que para obter um corpo saudável e bonito não é tão difícil basta ter garra e muita dedicação. Você precisa perder algumas gordurinhas localizadas e transformá-las em massa muscular. Então vamos te disponibilizar algumas dicas para que você aprenda a transformar a gordura em massa muscular e possa alcançar o seu objetivo e ter o corpo que sempre desejou. Para resultados mais eficazes é importante que comece a se exercitar em uma academia de musculação e ginástica com um acompanhamento de um profissional, além de alcançar o emagrecimento, poderá ganhar massa muscular rapidamente. Ao ingressar então na academia, diga ao professor quais seus objetivos e peça-lhe orientações. Ele com certeza vão ajudar você a transformar a gordura em massa muscular.

Aprenda a transformar a gordura em massa muscular na academia

A academia pode ser um ótimo lugar para você perder peso e transformar a gordura em massa muscular. Com aparelhos que te possibilita muita aeróbica e queima calórica você tem grandes chances de atingir ao seu objetivo. A atividade física aliada à boa alimentação é fundamental, os exercícios devem ser constantes e feitos de três a cinco vezes por semana, dependendo do desempenho de cada um deve se aumentar a intensidade de cada série. Os exercícios mais indicados para enrijecer os músculos são agachamento, abdominal, Pull over, Stiff entre outros.

Aprenda a transformar a gordura em massa muscular com alimentação



Fazer uma alimentação adequada quando se quer ganhar massa muscular e perder a gordura corporal deve se atentar aos alimentos que contem carboidratos com o auxílio de muita atividade física. Os alimentos ricos em proteínas e podem ajudar a construir massa muscular são amêndoas, queijo, ostras, achocolatados, carnes vermelhas e magras, soja, ovos, frango, macarrão, peixe, arroz entre outros. O ideal é ingerir esses alimentos sem exageros e pelo menos três vezes na semana praticar exercícios físicos.
Com o equilíbrio ideal de atividades e alimentação saudável é possível transformar e chegar a um corpo bonito e acima de tudo muito saudável.


(site: situado.net)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRANSTORNO DO COMER COMPULSIVO


TRANSTORNO DO COMER COMPULSIVO
Sinônimos:
Comer compulsivo, ataques de comilança.


O que é?

Anteriormente conhecido como binge, o transtorno do comer compulsivo vem sendo reconhecido, como uma síndrome caracterizada por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, porém, diferentemente da bulimia nervosa, essas pessoas não tentam evitar ganho de peso com os métodos compensatórios. Os episódios vêm acompanhados de uma sensação de falta de controle sobre o ato de comer, sentimentos de culpa e de vergonha.



Muitas pessoas com essa síndrome são obesas, apresentando uma história de variação de peso, pois a comida é usada para lidar com problemas psicológicos. O transtorno do comer compulsivo é encontrado em cerca de 2% da população em geral, mais freqüentemente acometendo mulheres entre 20 e 30 anos de idade. Pesquisas demonstram que 30% das pessoas que procuram tratamento para obesidade ou para perda de peso são portadoras de transtorno do comer compulsivo.

O que se sente? 
 

Episódios de ingestão exagerada de alimentos.
Comer mesmo sem ter fome.
Dietas freqüentes.
Flutuação do peso.
Humor deprimido.
Comer em segredo por sentimento de vergonha e culpa.

Obesidade.
As complicações médicas estão relacionadas diretamente com o aumento da ingesta calórica e suas repercussões. As principais são:
 
Obesidade
Infarto
Pressão alta.
Aumento do colesterol.
Diabete.
Complicações cardíacas.
Problemas osteomusculares e articulares
Causas
As causas desse transtorno são desconhecidas. Em torno de 50% das pessoas têm uma história de depressão. Se a depressão é causa ou efeito do transtorno, ainda não está bem claro. Muitas pessoas relatam que a raiva, a tristeza, o tédio, a ansiedade e outros sentimentos negativos podem desencadear os episódios de comilança. Embora não esteja claro o papel das dietas nesses quadros, sabe-se que, em muitos casos, os regimes excessivamente restritivos podem piorar o transtorno.

Como se trata?

O transtorno do comer compulsivo desenvolve-se a partir da interação de diversos fatores predisponentes biológicos, familiares, socioculturais e individuais. O seu tratamento exige uma abordagem multidisciplinar que inclui um psiquiatra, um endocrinologista, uma nutricionista e um psicólogo. O objetivo do tratamento é o controle dos episódios de comer compulsivo através de técnicas cognitivo-comportamentais e de um acompanhamento nutricional para restabelecer um hábito alimentar mais saudável. A psicoterapia dinâmica ou a interpessoal podem ajudar o paciente a lidar com questões emocionais subjacentes. O acompanhamento clínico faz-se necessário pelos riscos clínicos da obesidade. As medicações antidepressivas têm se mostrado eficazes para diminuir os episódios de compulsão alimentar e os sintomas depressivos.


 Site: abcdasaude.com.br

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A obesidade se faz em casa. - "A única forma de superar a obesidade infantil é encará-la como um desafio para toda a família"


 O excesso de peso na infância é um sinal de que toda a família precisa adotar novos hábitos.


Se seu filho está um pouquinho além do que se costuma chamar de fofo, não adianta tentar resolver a questão como se isso fosse um problema só dele. "A única forma de superar a obesidade infantil é encará-la como um desafio para toda a família", diz Ary Lopes Cardoso, chefe do Grupo de Nutrição e Metabolismo do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É verdade que os casos de excesso de peso na infância têm aumentado muito nos últimos anos por causa da mudança – para pior – dos hábitos alimentares dos pequenos, mas nem é preciso investigar tanto para concluir que eles aprenderam com alguém a comer mal ou foram autorizados por alguém. Possivelmente você. "As razões estão invariavelmente dentro de casa", afirma Cardoso.

Refeições feitas às pressas – como as que antecedem o horário de ir à escola –, balas e chocolates à vontade e fora de hora, fast food toda semana, poucas frutas e muito refrigerante. Considere 1 ponto para cada um desses hábitos e pode pensar em mudanças se somar pelo menos 2. Para completar, muitas crianças e adolescentes passam várias horas por dia na frente da televisão. Nos fins de semana, os pais dão esse exemplo. Como esperam que os filhos ajam diferentes? Logo, antes de querer alterar a rotina de seus filhos, considere seriamente mudar o próprio dia-a-dia, para que isso se reflita na vida deles. 

Mas, atenção, não é o caso de soar alarmes, trocar cardápios e agendar academia para todos diante da primeira dobrinha ou bochecha do bebê. Em algumas fases, os pequenos podem armazenar energia para crescer. Dieta para crianças ou adolescentes é a típica situação em que cabe uma conversa com o pediatra. 

Antes de chegar a ela, o melhor é a boa e velha regra do bom senso. Para começar, é bom saber que a rotina da casa deve ser orientada para que não se caminhe na direção do problema. A mudança se inicia com a lista de compras do supermercado e a freqüência às lanchonetes. "Todos os que compartilham a geladeira com a criança têm de participar dessa mudança de hábitos", ensina o pediatra Nataniel Viuniski, autor do livro Obesidade Infantil – Guia Prático.

Observe a seguir algumas orientações básicas sobre o assunto elaboradas a partir de entrevistas com pediatras, nutricionistas e endocrinologistas. Elas valem não só para as crianças, mas para toda a família.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif O modo mais saudável de se alimentar é com cinco refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Pôr a mesa nos horários corretos é infalível para a disciplina na hora da comida.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Dê tempo para seu filho comer. Apressar a refeição diminui o tempo de mastigação, fundamental para a sensação de saciedade. Quem come rápido acaba comendo mais e sente fome mais depressa.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Evite conversas sobre temas como contas atrasadas à mesa. Tranqüilidade ajuda a emagrecer.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Não exija que seu filho perca peso. Muitas vezes, a criança precisa apenas mantê-lo até crescer um pouco mais. Elogios ajudam. "Vamos emagrecer para ficar mais bonito ainda" é uma frase mais eficiente que um "Você está gordo".

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Idas a restaurantes, pizzarias e lanchonetes devem ser administradas com parcimônia. "Um hambúrguer, uma vez por semana, não é de todo mal", afirma a nutricionista Cecília Lacroix Oliveira, do departamento de pediatria da Universidade Federal de São Paulo. "Retirar o fast food da rotina da criança pode ser privá-la de determinado convívio social."

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Seja criativo e saudável na hora de cozinhar. Valorize a comida caseira fazendo, por exemplo, um hambúrguer de peito de peru na chapa, sem gordura, para substituir os sanduíches da moda.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Aproveite os fins de semana e crie oportunidades para deixar a criança gastar um pouco de energia. Basta ir a um parque, por exemplo.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Tire a TV do quarto de seu filho. Ela é um convite ao sedentarismo.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2001/imagens/crcRevista333333.gif Deixe a criança comer de tudo, mas não necessariamente tudo.




(site: veja.abril.com.br)