Adilson Silva ensina o que deve ser feito para restaurar a relação
Débora Ferreira / Foto: Thinkstock
Atualmente, os relacionamentos não têm a mesma durabilidade
de antes. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e
Estatística (Ibope), um em cada cinco casamentos termina em divórcio. Muitos
casais se separam por diversos motivos, mas nem sempre é pelo fim do amor.
Para especialistas, há fatores decisivos para o término, a
irresponsabilidade; o excesso de trabalho; parceiros controladores; falta de
comunicação; abuso verbal, físico ou sexual; infidelidade; alcoolismo ou
depressão são os principais. Mas será possível superar algum trauma?
“Muitos divórcios poderiam ser evitados se os casais
tivessem tido uma orientação certa e, consequentemente, tomado atitudes
coerentes diante das crises que motivaram a separação. O problema é que muitos
deles chegaram a esse ponto se pautando apenas no que sentiam e isso não foi
suficiente para vencer as crises”, comenta apresentador do programa “The Love
School – A Escola do Amor” (www.iurdtv.com), bispo Adilson Silva.
Segundo o bispo, a chave do sucesso para casamentos
duradouros não está no poder do sentimento, mas na capacidade que ambos têm de
renunciar a si mesmos em busca da adaptação. “A verdade é que ninguém casa por
ódio, mas sim por amor. O segredo para que o casamento dure ‘até que a morte os
separe’ não está nesse sentimento e sim na competência de negar o seu eu”,
ensina.
Com isso, percebe-se que o difícil não é casar, mas sim
sustentar o casamento. “Para mantê-lo é preciso entender que quando acontece a
união é necessário se preocupar em agradar a outra pessoa, diferentemente de
quando se é solteiro, em que as coisas são do seu jeito. Afinal, não é justo
entrar na vida de alguém para fazer tudo conforme sua maneira. Então, abra mão
de suas vontades e evite as desavenças que levam à separação”, explica o bispo.
As diferenças não podem ser deixadas para depois. O diálogo
constante pode evitar mal entendidos que no futuro poderiam causar problemas
sérios como, mágoa, traição, entre outros sentimentos ruins. “Por falta de
conversa surgem às discussões primárias, como uma toalha jogada em cima da
cama, a roupa que não está no lugar certo, o calçado que não foi guardado de
maneira correta. E a partir do momento em que isso se torna intolerável nascem
os problemas mais graves, como ficar sem conversar durante dias e guardar
mágoa.
Então, isso precisa ser evitado”, alerta o bispo.
Segundo ele, uma das causas de separação está no não
reconhecimento da necessidade de mudanças próprias, que acabam sendo jogadas na
responsabilidade do outro. “Não adianta a pessoa querer mudar o mundo inteiro
se a transformação não partir dela. A superação é para as pessoas que estão
levando o relacionamento para o lado racional, o que é melhor. Todo mundo tem
direito, previsto em lei, de optar pela separação, mas é possível superar”,
finaliza o bispo.
Ultrapassando os desafios da união
“No começo do nosso matrimônio foi muito complicado. Vim de
uma criação e ela de outra. Eu era grosso, queria fazer tudo do meu jeito e não
respeitava a vontade dela. Muitas vezes, por conta do meu jeito forte, a
colocava em situações desagradáveis, como em momentos em que estávamos andando
na rua e por ficar nervoso largava a sua mão, apressava o passo e a deixava
para trás”, conta o agente de escola Arles Almeida Santos, casado há 7 anos.
Segundo sua esposa, a atendente Maria de Fátima Santos, no
começo ela ficou assustada. “No namoro ele tinha paciência para conversar,
escutar, mas mudou. Ele sempre foi de falar muito e eu pouco, e ele queria que
eu interagisse com as pessoas e isso foi um problema”, lembra. De acordo com
ela, seu marido a cobrava e oprimia de tal maneira que ela teve que abandonar o
emprego.
Ele pensou várias vezes em separação. “Eu não podia
conversar com nenhuma mulher por conta do ciúme e imaturidade dela. Além disso,
ela me cobrava por tudo, atenção, carinho, entre outras coisas”, conta o
agente.
Porém, depois que Deus entrou na vida do casal tudo mudou.
“Durante as reuniões presenciais na Igreja aprendemos a precisão mudar, não
reclamar tanto e cobrar menos. Eu aprendi que ela tinha suas vontades,
sentimentos e não precisava ser rude. Hoje, um quer ficar ao lado do outro”,
finaliza Arles.

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